terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Juiz Nega Pedido de Reconsideração da Prefeitura dos Palmares em Relação ao Concurso da AMDESTRAN


No último dia 11 de Janeiro, o Juiz da Segunda Vara Cível de Palmares, Dr. Marcelo Góes, concedeu Decisão Liminar aos Servidores da AMDESTRAN - Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transporte, que haviam sido exonerados sumariamente sem a oportunidade do Direito ao Contraditório e a ampla defesa, pelo Decreto Municipal 058/2017, de autoria do Prefeito Altair Jr. (MDB), que tomou a decisão de anular unilateralmente o concurso da AMDESTRAN, baseado num ação do Ministério Público que questiona a contratação do IPAD, banca que realizou o certame em 2014. A decisão de reintegrar os servidores as suas funções era pra ser cumprida de imediato, mas, o Prefeito e seu corpo Jurídico partiu para a briga contra os referidos servidores, e no dia seguinte entrou com um pedido de reconsideração da Decisão proferida pelo Juiz da Segunda Vara e ainda solicitou que o processo fosse transferido para a Terceira Vara Cível, por entender que não era da competência do Juiz da Segunda Vara Julgar o Processo. 

Na manhã de hoje 16/01, o Magistrado Negou o Pedido e manda notificar o Executivo Municipal e o Presidente da AMDESTRAN para cumprirem de imediato a Decisão. Segundo Dr. Emanoel Messias Advogado do SINSEMPAL, ainda cabe ainda cabe pedido de Agravo ao Tribunal de Justiça pelo poder Executivo, mas, o recurso não tem efeito suspensivo, a Decisão tem que ser cumprida.

O Município dos Palmares possui um Problema Sério em relação ao FUNPREV, arrecada menos do que o necessário para cobrir a folha dos aposentados, isso por que não tem funcionários efetivos o bastante para contribuir. 

Diante do exposto fica a seguinte questão: Por que ao invés de defender com umas e dentes a manutenção dos servidores efetivos da AMDESTRAN, o Prefeito tenta demiti-los a qualquer custo? 

Veja Decisão na Íntegra:
D E C I S Ã O

Trata-se de mandado de segurança coletivo ajuizado pelo SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA DOS PALMARES – SINSEMPAL em face de ato supostamente ilegal praticado por ALTAIR BEZERRA DA SILVA JÚNIOR, Prefeito do Município de Palmares. Este Juízo indeferiu parcialmente a petição inicial e, na parte em que autorizou o processamento, suspendeu parcialmente os efeitos do Decreto Municipal nº 58/2017, do Prefeito de Palmares, restabelecendo-se o status quo ante, inclusive o exercício dos cargos dos servidores que foram aprovados e tomaram posse tendo como origem o Concurso nº 01/2014, da AMDESTRAN. Em face dessa decisão, o MUNICÍPIO DE PALMARES protocolou pedido de reconsideração sustentando, em resumo, os seguintes pontos: i) o Processo de Licitação nº 011/2014 – Dispensa nº 001/2014, que está sendo questionado no processo nº 0002466-11.2015.8.17.1030 (3ª Vara Cível de Palmares), é o mesmo que deu origem ao concurso do Município de Palmares (cuja anulação se requer naquela ação) e ao certame da AMDESTRAN; ii) o pedido do Ministério Público naquela ação é a nulidade do referido processo licitatório, com a consequente anulação, também, do concurso do Município de Palmares; e, iii) como houve autorização para reconhecimento do pedido naquela ação, ou seja, a nulidade do processo licitatório e da contratação do IPAD para realizar o concurso do Município de Palmares, também seria nulo o concurso da AMDESTRAN, o que atrairia a competência da 3ª Vara Cível de Palmares para examinar e julgar esta ação. É, em síntese, o relatório. Inicialmente, vejo que o pedido de reconsideração restringe-se à alegada incompetência deste Juízo para processar e julgar este mandado de segurança. Requer, assim, a suspensão dos efeitos da decisão anterior e o encaminhamento dos autos à 3ª Vara Cível de Palmares, que teria competência em razão da prevenção pelo ajuizamento do processo nº 0002466-11.2015.8.17.1030. Não obstante as alegações do MUNICÍPIO DE PALMARES, entendo que a competência para processar e julgar este writ é desta 2ª Vara Cível de Palmares, por não possuir conexão ou continência com o processo nº 0002466-11.2015.8.17.1030. De acordo com o art. 55, do CPC, “reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o Processo Judicial Eletrônico 1º Grau: 
https://pje.tjpe.jus.br/1g/Painel/painel_usuario/documentoHTML.seam...

1 de 3 16/01/2018 11:23 pedido ou a causa de pedir”. Pois bem. Naqueles autos questiona-se a possível ilicitude do processo licitatório que teria dado ensejo à contratação do IPAD, que, por sua vez, com este único processo administrativo, teria sido contratado para realizar os concursos do Município de Palmares e da AMDESTRAN. Nesse passo, de acordo com o Município, com a nulidade do processo licitatório e da contratação do IPAD, todos os concursos oriundos daquele processo de origem (licitação) seriam nulos, atingindo, assim, tanto o concurso do Município de Palmares, quanto o certame da AMDESTRAN. Por outro lado, é de se registrar que neste mandado de segurança não se questiona qualquer ilegalidade no processo licitatório que culminou na contratação do IPAD, mas apenas a forma pela qual se deu a extinção do vínculo estatutário existente entre os servidores e a AMDESTRAN. Na espécie, combate-se a ausência de prévio processo administrativo, com ampla defesa e contraditório, em favor dos servidores exonerados. Ou seja, a causa de pedir do primeiro processo (3ª Vara Cível de Palmares) é a eventual existência de vício no processo licitatório, e tem como pedido a anulação desse mesmo processo licitatório e do concurso do Município de Palmares. Neste segundo processo (MSC ajuizado nesta 2ª Vara Cível), a causa de pedir é a ausência do devido processo legal antes da extinção do vínculo do servidor com a AMDESTRAN, tendo como pedido a “anulação do Decreto Municipal nº 058/2017, suspendendo, por via de consequência todos os seus efeitos, com a finalidade de declarar nulas todas as exonerações dos servidores” da AMDESTRAN. Registre-se, ainda, que, em sua emenda à inicial, o autor restringiu o pedido de nulidade do Decreto apenas em relação aos efeitos do concurso da AMDESTRAN, não atingindo, assim, o concurso do Município de Palmares. Enfim, são causas de pedir e pedidos distintos. Para além, o § 3º, do art. 55, do CPC, impõe que “serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles”. No ponto, entendo que também não há possibilidade de decisões conflitantes entre este mandamus e a Ação Civil Pública nº 0002466-11.2015.8.17.1030. Caso o pedido daquela ação seja julgado procedente e decretada a nulidade do processo licitatório, assim como do concurso do Município de Palmares, não haverá qualquer reflexo na decisão final destes autos, e, inclusive, não se tratou dos mesmos na inicial, nem na decisão liminar de id 27090541. Ademais, pelo que se verifica nos autos até o momento, a anulação do concurso da AMDESTRAN se deu por meio de ato do Prefeito de Palmares, sob o fundamento do exercício da autotutela da Administração. Ou seja, não o fez mediante cumprimento de ordem judicial mandamental ou com base em processo administrativo prévio, com participação dos servidores. A propósito, ressalte-se que o Decreto Municipal não anulou o processo licitatório, mas, tão-somente, abriu prazo para defesa do IPAD antes de qualquer decisão, direito que não foi concedido aos servidores. Nesse passo, em eventual procedência deste mandado de segurança, não haverá interferência na anulação do concurso do Município de Palmares ou do processo licitatório do IPAD (objeto daquela ACP). A ordem mandamental expedida nestes autos consiste na suspensão dos efeitos do Decreto apenas em relação ao concurso da AMDESTRAN, especificamente diante da ausência do prévio e devido processo legal para extinção do vínculo do servidor ocupante de cargo de provimento efetivo com a Administração. Não há, assim, neste writ, qualquer avanço sobre o mérito de ato administrativo ou judicial. Permanece, aqui, a análise restrita à forma pela qual se deram as exonerações dos servidores, pois para se estender a nulidade do processo licitatório ao concurso da AMDESTRAN (algo que não se determinou Processo Judicial Eletrônico 1º Grau: https://pje.tjpe.jus.br/1g/Painel/painel_usuario/documentoHTML.seam... 

2 de 3 16/01/2018 11:23 judicialmente), é medida imperativa a existência de um prévio processo administrativo, com aplicação adequada do contraditório e da ampla defesa. Por fim, cabe pontuar que, quando foi proferida a decisão liminar contida no id 27090541, este Juízo já havia se manifestado no seguinte sentido: “Neste instante processual, inclusive, não me manifesto sequer sobre eventual procedência de argumentação quanto a possíveis ilegalidades no processo administrativo que culminou na contratação da empresa que administrou o concurso público em tela. Ao contrário, examino, no caso e nesta etapa, apenas a forma pela qual se deu a anulação do concurso e a consequente exoneração dos servidores públicos já aprovados e empossados” (grifei). Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração, mantendo a decisão liminar de id 27090541 em todos os seus termos, ao passo que determino a intimação pessoal da autoridade coatora e do gestor da AMDESTRAN desta decisão, A FIM DE QUE DÊEM CUMPRIMENTO IMEDIATO à decisão de id 27090541. 

Cumpra-se com urgência. Palmares, 16 de janeiro de 2018 


MARCELO GÓES DE VASCONCELOS 
Juiz de Direito

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

De volta a ZUMBI e a Palmares!


Henrique Salles da Fonseca
Publicado em 15 de julho de 2014

Há mais de uma dúzia de anos que “batalho” contra o mito de “Zumbi dos Palmares”; como é evidente, sem qualquer sucesso, porque a verdade interessa só a uma minoria, normalmente a tal “silenciosa”, e a mentira sobre o assunto tem dado grandes trunfos à politicada.

Recordo agora um texto de Março de 2003, sobre o assunto de que repito algumas passagens:
-                      não há certeza histórica de se ter apanhado o tal Zumbi; dizem uns que lhe cortaram a cabeça depois de vencido e morto, outros que ele se atirou do alto de um morro, outros ainda que muito ferido terá fugido, etc.
-                      não se sabe se Zumbi era o nome de uma só pessoa se o nome genérico dado a chefes ou comandantes daquele quilombo;
-                      foi necessário transformar em “traidor” um dos mais extraordinários chefes de Palmares, Ganga Zumba, que depois de ter lutado durante 30 ou 40 anos contra as forças governamentais acabou derrotado, mas saindo de cabeça erguida e obtendo liberdade, terras e cidadania para os escravos, coisa que nenhum outro escravo, em qualquer outra parte do mundo tinha conseguido.

Aparece agora (2003) mais um livro “Zumbi dos Palmares – A história do Brasil que não foi contada”, de Eduardo Fonseca, que está fazendo muito sucesso e foi até enredo da Escola de Samba Caprichosos de Pilares neste Carnaval do Rio.

Ao analisar com cuidado este sucesso literário encontram-se “novidades” que são admiráveis:
-            Zumbi, não morreu, como as histórias anteriores o afirmaram! “Ficou vivo, muitas décadas, construiu uma série de outros quilombos e continuou resistindo às truculências dos brancos”!

Mas nunca mais ninguém o viu ou ouviu falar dele!
-            “Maurício de Nassau (no livro chamado de invasor, vá lá!) era um mecenas amigo dos quilombolas”!

Deve ter sido com base nessa grande amizade que os holandeses mandaram uma esquadra, que saiu de Recife em 1641, ocupar Angola! Certamente para estabelecer relações de intercâmbio amigável, em que os africanos forneciam escravos e os holandeses os transportavam, confortavelmente instalados em navios de luxo, para os engenhos de Pernambuco, sempre sob os amigáveis auspícios do sr. de Nassau que com isso enriqueceu e se mandou daqui para fora!

As tais “truculências” para com os escravos, o amigo Maurício deixava a cargo dos senhores de engenho!
-            “Uma das primeiras sinagogas em Recife teve como rabino Isaac Abuab da Fonseca, que transformou a sua sinagoga em embaixada dos quilombolas, escondendo negros fugidos de seus patrões torturadores”.

Extraordinária coincidência, sr. Fonseca. Não venha dizer que o rabino era seu antepassado e daí este seu “amor” pelo Zumbi?!

Será que ele escondia os quilombolas com o beneplácito do sr. Maurício que investira tanto dinheiro para os vender aos plantadores de cana?

Cultua-se o período holandês, como se tivesse sido milagroso para o Brasil. Quando aqui chegaram, os holandeses encontraram perto de 300 engenhos produzindo e com isso montaram um rendosissimo negócio através dos seus centros de distribuição lá na Holanda.
Quando foram embora do Brasil muitos deles já tinham fechado. Que investimentos fizeram os holandeses por aqui? Limitaram-se a explorar o comércio já existente, e continuam a ser tidos como “saudosos deuses de olhos azuis”!

Alguém uma vez disse: “se tiver dúvida, escreva, porque depois de escrito tudo vira verdade e fonte de referência”!

Uma coisa é romancear, como o fez, melhor que qualquer outro, Alexandre Dumas com os seus famosos mosqueteiros. Outra coisa é falsear a história para agradar a leitores.

Por estas e outras o Brasil acaba ficando sem história, de tão deturpada que a fazem!

Sem história perde, ou nunca ganha, as suas raízes. Sem raízes e sem história, onde ficam os valores culturais a transmitir e unir o povo?

A história, como fica?

O curioso foi ter descoberto há pouco, numa publicação do Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco, na sua Revista nr. X, de 1902, o “Diário da viagem do capitão Jan Blaer aos Palmares em 1645”durante o domínio holandês na região de Pernambuco de 1630 a 1657.

Este capitão Blaer saiu a 26 de Fevereiro de Salgados com soldados holandeses e brasilienses a quem se refere sob este nome como sendo índios, andaram quase um mês até começarem a encontrar roças e plantações abandonadas, e chegado a um “velho” Palmares a 18 de Março. Só a 21 chegaram “à porta ocidental de Palmares, que arrombaram e ao atravessarem encontraram um fosso cheio de estrepes(troncos espetados no chão e de pontas afiadas) em que cairam os nossos dous cornetas; não ou­vimos ruido algum senão o produzido por dous negros, um dos quaes prendemos junto com a mulher e filho, os quaes disseram que desde cinco ou seis dias ali havia ape­nas pouca gente, porquanto a maioria estava nas suas plan­tações e armando mondés (armadilhas) no matto; ainda mataram os nossos brasilienses dous ou três negros no pântano visinho; disseram ainda os negros pegados que o seu rei sabia da nossa chegada por ter sido avisado das Alagoas; um dos nossos cornetas, enraivecido por ter caido nos estrepes, cortou a cabeça a uma negra; pegamos também outra ne­gra; no centro de Palmares havia outra porta, ainda outra do lado do alagadiço e uma dupla do lado de leste; este Palmares tinha igualmente meia milha de comprido, a rua larga duma braça, corria de oeste para leste e do lado norte fícava um grande alagadiço; no lado sul tinham der­rubado grandes árvores cruzando e atravessando-as umas em cima das outras e também o terreno por traz das casas estava cheio de estrepes; as casas eram em numero de 220 e no meio delas erguia-se uma igreja, quatro forjas e uma grande casa de conselho: havia entre os habitantes toda a sorte de artifíces e o seu rei os governava com se­vera justiça, não permitindo feiticeiros entre a sua gente, e quando alguns negros fugiam mandava-lhes crioulos no encalço e uma vez pegados eram mortos, de sorte que entre eles reinava o temor, principalmente nos negros da Ango­la; o rei também tem uma casa distante dali duas milhas com uma roça muito abundante a qual casa fez construir ao saber da nossa vinda, pelo que mandamos um dos nossos sargentos com vinte homens afim de prende-lo; mas, todos tinham fugido de modo que apenas encontraram algumas vitualhas de pouca importância; queimamos a casa do rei e carregamos os víveres; perguntamos aos negros qual o numero da sua gente ao que nos responderam haver 500 homens além das mulheres e crianças: presumimos que uns pelos outros há 1500 habitantes segundo deles ouvimos; nesta noite dormimos nos Palmares.

A 23 do dito pela manhã saiu novamente um sargento com vinte homens a bater o mato, mas apenas conseguiram pegar uma negra côxa de nome Lucrecia pertencente ao capitao Lij que ali deixamos ficar porquanto ela não podia andar e nós não podíamos conduzi-la tendo já muita gente estropeada que era mister fazer carregar; enchemos os nossos bornaes com alguma farinha seca e feijões afim de voltarmos para casa. Ali também feriram-se muitos dos nossos nos estrepes que havia por traz das suas casas. Este era o Palmares grande de que tanto se fala no Brasil; a terra ali é muito própria ao plantio de toda a sorte de cereaes pois é irrigada por muitos e belos riachos; a nossa gente regressou à tarde sem ter conseguido nada; ainda esta noite dormimos nos Palmares.

A 23 do dito queimámos os Palmares com todas as casas existentes em roda bem como os objetos nelas contidos, que eram cabaças, balaios e potes fabricados ali mesmo; em seguida retirámo-nos vendo que nenhum proveito mais havia a tirar: após uma milha de marcha chegamos a um rio, todo cheio de penhascos, denominado Bonguá; ali deixamos de emboscada, junto aos Palmares um dos nossos sargentos com 25 homens, mas não sabemos se conseguiram; nesta tarde, proximo ao referido rio, ainda pegámos um negro com a mulher e um filho e ali pernoitamos.

A 24 do dito pela manhã encontramos um negro cheio de boubas(úlceras, feridas) em companhia de uma velha brasiliense, escrava da filha do rei, os quaes nos disseram que nas vizinhanças ainda corriam outros negros, pelo que acampámos ali e com 20 homens batemos o mato; chegando à casa da filha do rei, que não estava nela, queimamo-la, mas nada conseguimos achar; passamos ali a noite.

Finalmente este “grupo de caça” aos fugitivos de Palmares regressou a casa a 2 de Abril; o “diário” deixado demonstra perfeitamente o quanto os holandeses eram “tão amigos” dos escravos, eles que competiram com os ingleses como os maiores traficantes da história, sobretudo para as Antilhas e América do Norte.

E ainda há quem continue a lamentar esses invasores terem sido corridos do Brasil, depois de vergonhosamente derrotados, na Batalha de Guararapes por 2.200 homens homens do Brasil contra 7.400 holandeses! As baixas do lado dos luso-brasileiros: 84 mortes e 400 feridos contra 1.200 mortos e 700 feridos holandeses.

A história, como fica?

Dane-se a história e a cultura do povo.


Batalha de Guararapes – óleo de Victor Meirelles de Lima - 1879

http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/

Vereadores criam Bloco Independente na Câmara Municipal de Palmares



Em entrevista concedida ao Programa Papo Aberto com João Sobrinho, pelo Canal TV UNA, os Vereadores, Amós Nerias (PSC), Godoy de Bartô (PMDB) e Luciano Júnior (PV), fazem um balanço de seus mandatos durante o transcorrer do ano em curso, falam de seus projetos, além de fazer uma avaliação da gestão do Prefeito Altair Júnior(PMDB), dizem por que estão com discursos inflamados na casa Manoel Gomes da Cunha, o que entendemos como discurso de oposição.
A Novidade agora fica por conta da criação do bloco independente na câmara de vereadores (Oposição Responsável), onde votarão em projetos mesmo vindo do poder executivo que beneficiem a população.
Durante a entrevista os vereadores ratificam a falta de planejamento da gestão municipal e respondem a questionamentos em relação a câmara de vereadores, a exemplo da suplementação de 500 mil reais para o Poder Legislativo, onde o Vereador Luciano Júnior explica que é apenas uma realocação de recursos no orçamento, pois no último ano de sua gestão como presidente, não havia planejado a revitalização do Prédio da Câmara Municipal na Praça Maurity, e que o presidente apenas pediu autorização para relocar os recursos de uma área para outra, tudo dentro da Lei Orgânica Municipal. Confira a 2ª parte da entrevista no canal  TV UNA
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ÔNIBUS TOMBA EM GAMELEIRA, NA MATA SUL DE PE


Um ônibus da empresa Borborema que fazia linha Ribeirão-Tamandaré, tombou, na manhã desta segunda-feira (15), no engenho Bom Sucesso, em Gameleira, Mata Sul de Pernambuco. Segundo informações o coletivo trafegava por estrada de barro quando o motorista perdeu o controle da direção. Não houve Vítima fatal. Cerca de 15 feridos foram socorridos sem gravidade, apesar do susto.


domingo, 24 de dezembro de 2017

Baile do Menino DEUS

23, 24 e 25
de Dezembro de 2017
20h
Marco Zero . Recife/PE
Espetáculo Gratuito


14 ANOS DE HISTÓRIA
Representado pela primeira vez no Recife, em 1983, o Baile do Menino Deus se transformou num dos espetáculos mais encenados do Brasil. Virou tradição em Pernambuco, festa do calendário natalino, atraindo público dos mais diferentes lugares. Na Praça do Marco Zero, céu e mar se juntam ao cenário, aos músicos, cantores, atores e bailarinos para celebrarem o nascimento do Menino Jesus, nos dias 23, 24 e 25 de dezembro.
As pessoas fizeram do Baile do Menino Deus do Marco Zero sua festa de Natal, pois o espetáculo alcança todas as idades e classes sociais com linguagem delicada, alegre, sublime e popular. Os textos e as músicas são facilmente memorizados e nunca mais esquecidos. O público se reconhece em melodias e versos que contam o nascimento de um menino por meio de teatro e dança, numa festa que provoca riso e lágrimas de contentamento.

Antônio Madureira:

Todos os anos, durante o ciclo natalino, renova-se em mim a alegria de ter criado a música para o espetáculo Baile do Menino Deus. Suas encenações no Marco Zero me levam a crer que ali a música alcança o seu mais nobre objetivo: promover a união entre as pessoas. Todos cantam a uma só voz as canções que louvam a renovação da vida.Para mim, ao longo da minha trajetória, se só tivesse composto a música para o Baile, já me sentiria um músico feliz e realizado.

Ronaldo Correia de Brito:

O Baile do Menino Deus é uma obra aberta. Em 34 anos de história, 14 anos na Praça do Marco Zero, a encenação incorporou novos textos e músicas, coreografias, figurinos e cenografia. Isso torna o Baile um espetáculo sempre novo, que nunca se repete. Mesmo para o espectador mais fiel, aquele que assiste o Baile todos os anos e, às vezes, os três dias de encenação, há muitas novidades a descobrir e com o que se encantar.
Da estreia em 1983, no Teatro Waldemar de Oliveira, num palco italiano, para a estrutura gigantesca do Marco Zero, muita coisa mudou. O texto original foi ampliado, as 12 músicas que foram gravadas nessa época incorporaram outro repertório, hoje formado por quase 30 peças. O formato teatral deu lugar à cantata cênica. Essas múltiplas possibilidades de encenar o Baile reforçam o conceito de obra aberta, renovável, incorporando as transformações do tempo.
Na edição de 2017, algumas cenas ou entremeses foram modificadas com a intenção de alcançar um maior efeito cênico, musical e poético, e refletir sobre a alegria do nascimento como renovação de nossas vidas e do mundo em torno de nós.
Sempre novo, o espetáculo cumpre a missão que o Mateus anuncia:
O Baile aqui não termina,
o Baile aqui principia.
Sempre.

Assis Lima:

O Baile do Menino Deus veio a público em 1983, e foi um ponto de convergência de uma pesquisa que se iniciara no começo da década de 70. Foi o sinal maior de um encontro fértil com Ronaldo Correia de Brito e Antônio Madureira: em nossas vidas, naquele momento, a estrela do Oriente brilhou. E continua a brilhar. Uma espécie de abertura de porta - para um universo poético mais amplo, onde a dimensão popular se alia a temas universais. Foi uma experiência lúdica juntar num mesmo patuá a brincadeira de prendas, a Lapinha, o pastoril, o Reisado e o presépio, em falas, cantigas e danças. Para mim foi também um resgate de memórias e vivências de minha infância rural. Viva o nascimento! Viva o Baile! Viva a vida!



sábado, 23 de dezembro de 2017

Avil Tecidos e Aviamentos





Conheça Tereza Ribeiro, Estilista do Grupo Avil Tecidos em Caruaru

Tereza é aquela profissional que vai te ajudar naquela dica criativa do aviamento ideal para o seu trabalho,

Mais informações: https://www.facebook.com/aviltecidoseaviamentos

Bombom Café em Caruaru



Bombom Café é mais uma casa daquelas de dar água na boca, tem estilo e requinte, um bom lugar para um dedin de proza, espero que esse café tão logo faça parte do circuito do café em Caruaru .
Av. Rui Barbosa, 368 - Centro - Caruaru-PE.






sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Tentativa de assalto no Ceasa tem reféns e feridos

Os assaltantes usavam fardamento da Polícia Civil no momento do crime. De acordo com informações confirmadas pela Ceasa, uma parte do grupo de criminosos entrou na agência por volta das 16h20
e praticou o roubo. 

Fonte: Portal FolhaPE em 21/12/17 às 16H46, atualizado em 22/12/17 às 00H03 > Ver Fonte

Segundo a PM, a quantia recuperada foi de R$ 137.242,00. Foram apreendidos também duas pistolas, dois revólveres de calibre 38, três coletes balísticos, um uniforme da Polícia Civil, um gorro do estilo ninja e cinco sacos que para guardar o dinheiro. Um dos suspeitos conseguiu fugir em uma moto roubada em direção ao Campo do Arroz, em Jardim São Paulo, Zona Oeste do Recife. A PM faz buscas no local.