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sábado, 29 de abril de 2017

28 de abril tornou-se um marco, o dia da verdade', diz dirigente da CNTE

GREVE GERAL

Para Rosilene Lima, greve geral mostra que mobilização contra as reformas ganhou força. "A greve caiu na boca do povo. Nos últimos dias, e hoje, em toda casa no Brasil a greve foi tema de conversa"

Recado ao governo, aos políticos e ao Judiciário, maior greve da história do país consolida mobilização popular

São Paulo – Mais do que um dia nacional de paralisação contra a reforma da Previdência e trabalhista do governo de Michel Temer, esta greve geral de hoje (28) tornou-se um marco na história do país. "A partir de hoje o povo brasileiro tem uma clareza maior sobre o significado dessas reformas e do papel que passa a ter na defesa dos seus direitos", avalia a dirigente do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Rosilene Corrêa Lima.

"A adesão de boa parte da população, e o apoio daqueles que, infelizmente, não tiveram como vencer as pressões dos patrões e para irem trabalhar, demonstram que o povo agora sabe que não se trata de uma greve de uma categoria específica, por uma pauta específica, e sim de um movimento maior", disse.

Para Rosilene, é inegável o êxito da greve, a começar pela total adesão dos trabalhadores do transportes, numa paralisação total que durou o dia todo, como foi no Distrito Federal. Ela lembrou que, em nenhum outro momento da história, diversas categorias paralisaram as atividades por um dia em defesa de uma pauta nacional. "Se um movimento como esse, dessa proporção, já aconteceu em outro momento, eu não tenho conhecimento. Nunca vi", disse.

A dirigente sindical atribui o sucesso da greve ao envolvimento de todos os sindicatos e movimentos sociais em ações de conscientização da população sobre a paralisação, por meio de distribuição de panfletos, cartas e também com diálogos, debates e aulas públicas em escolas e outros espaços. "Ao contrário do dia 15 de março, que foi um 'esquenta' da greve geral de hoje e as pessoas foram pegas de surpresa, desta vez elas já tinham conhecimento. E a greve caiu na boca do povo. Nos últimos dias, e hoje, em toda casa no Brasil a greve foi tema de conversa."

Recado claro para o governo, para o Congresso, patrões e o Supremo Tribunal Federal (STF), a greve é também um indicativo para os trabalhadores, sindicatos, centrais e movimentos sociais para o fortalecimento da mobilização.

"Quem negar a greve estará sinalizando que pretende continuar com a política que a população rejeita. E nós devemos intensificar a mobilização. Agora, é avaliar a greve de hoje. E que esse dia 1º de maio seja mais que o dia do trabalho, do trabalhador, mas um reforço para essa luta."

VER FONTES>>>  http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2017/04/28-de-abril-tornou-se-um-marco-o-dia-da-verdade-diz-dirigente-da-cnte

TV Globo omite greve geral

POLÍTICA

Um dia antes, TV Globo omite greve geral de seus noticiários "Notícia é o que acontece", escreveu apresentador. "Como concessionária, emissora tem obrigação de prestar serviço público", diz professor Lalo Leal por Redação RBA publicado 28/04/2017 12h27

    REPRODUÇÃO/TV GLOBO
Para o principal jornal da emissora, a programação dos 
movimentos desta sexta-feira não vinha ao caso

São Paulo – Quem assistiu aos noticiários da TV Globo, ontem à noite, em São Paulo, ficou sem saber que haveria uma greve geral no país nesta sexta-feira (28). Os telejornais da emissora SPTV 2ª Edição, Jornal Nacional e Jornal da Globo não fizeram qualquer menção ao movimento convocado pelas centrais sindicais e movimentos populares, que atinge praticamente todo o país.

O fato chamou a atenção de observadores, como o colunista do UOL Mauricio Stycer, especialista em televisão. "Sob qualquer ângulo que se olhe o assunto, concorde-se ou não com o movimento, trata-se de notícia de interesse público", escreveu em seu blog. "Nenhuma notícia sobre a convocação da greve, nem sobre os eventuais efeitos que pode causar em áreas de interesse do espectador, como transporte, saúde e educação, foi ao ar", acrescentou.

Ontem à noite, o jornalista Flavio Fachel, apresentador do Bom Dia RJ, arriscou uma explicação "jornalística" sobre o fato. "O que é notícia? É o que acontece. Se acontecer, a notícia é amanhã", escreveu no Twitter.

O também blogueiro Altamiro Borges registrou em sua página o método Globo. Lembrou que a emissora garantiu holofotes a todos os atos que defendiam o impeachment de Dilma Rousseff em 2015 e 2016 . "Nas marchas pelo impeachment, que resultaram no 'golpe dos corruptos' que agora retira direitos até dos 'coxinhas', a TV Globo acionou a sua poderosa estrutura para insuflar os manifestantes. A grade de programação da emissora chegou a ser alterada, com mudança de horário de novelas e até de jogos de futebol, para estimular os protestos", assinala Miro.

Ele pondera, porém, que a conduta seria previsível. "Afinal, nas últimas semanas a TV Globo utilizou seu 'jornalismo' para defender apaixonadamente as contrarreformas de Michel Temer. Aplaudiu a aprovação da 'reforma' trabalhista, que rasga os direitos previstos na CLT e faz o país regredir à escravidão. Das matérias já veiculadas sobre a "reforma" da Previdência, 91% foram para defender o fim da aposentadoria."

"Isso é uma censura, é o antijornalismo", afirma o professor Laurindo Lalo Leal Filho, colaborador da Rede Brasil Atual, sobre a cobertura. "É uma cobertura ideológica, que tomou lado", acrescenta. "A greve é contra o governo, contra as medidas que o governo está tomando." Lalo Leal observa que a TV é uma concessão pública e, "como concessionária, tem a obrigação de prestar serviço público".

Isso incluiria, por exemplo, informar a população sobre a greve – ou sobre seus possíveis efeitos. "É uma ação anticonstitucional", observa o professor.

O noticiário desta manhã fala sobre a greve, basicamente abordando os "transtornos" causados pelo movimento. Mas não trata dos motivos que levaram à paralisação.

O posicionamento fica ainda mais claro quando se observa, por exemplo, o comentário do apresentador William Waack, no Jornal da Globo de ontem. Além de praticamente repetir os argumentos do governo para aprovar a "reforma" trabalhista – uma das motivações da greve geral –, ele afirma que o Brasil "sinaliza com o que é moderno" no mundo.

VER FONTES>>> http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/04/telejornais-da-globo-na-vespera-da-greve-ignoraram-o-movimento-de-alcance-nacional