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sábado, 18 de janeiro de 2020

Vitória debaixo d'água...

ENCHENTE

Hoje pela manhã, Vitória do Espírito Santo foi pega de surpresa com a Capital e várias cidades, Iconha a mais atingida, mas também em alguns bairros de vila velha. 
Veja alguns vídeos enviado pelo grupo de Irmãos da Igreja Maranata para Caruaru














terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Região Mata Sul pode sofrer com novas enchentes, diz especialista

MATA SUL

Chuvas podem ser ocasionadas por alteração em corrente marítima, que está mais quente

Publicada em 17/01/2016 às 14h07.
Portal PE10
Por: Bruna Cavalcanti Fonte: Folha PE


O inverno na região Mata Sul do estado, que ocorre geralmente de maio a agosto, deve produzir transtornos semelhantes aos registrados há seis anos.

Em 2010, a violência das águas destruiu residências, deixando centenas de desabrigados. O terror vivenciado na época embasa as previsões de especialistas que apontam uma alteração no comportamento da Corrente Marítima Fria de Benguela. Atualmente, a corrente, de águas frias, está “anomalamente” quente, ou seja, as temperaturas estão mais altas que o normal.


Caso o quadro permaneça o mesmo até meados de abril, quando a Mata Sul se prepara para receber o inverno, a previsão é de chuvas rigorosas. A explicação é clara: quanto mais quente a corrente chegar, maior será a evaporação das águas do oceano, logo, mais formação de nuvens e, conseqüentemente, mais chuvas.


O professor de Geografia da UFPE, Lucivânio Jatobá, explica que o fator, atípico, poderá ter efeitos maiores devido a um fenômeno de chuvas concentradas chamadas Ondas de Leste. “Elas são as principais responsáveis pelas chuvas excepcionais em determinados pontos. No caso da Mata Sul pode voltar a sofrer inundações”.


A previsão acende o alerta para que os moradores que residem atualmente na área atingida anos atrás, como em Palmares principal cidade da região foi uma das mais atingidas por exemplo, fiquem atentos ao clima. “Caso a tese se confirme, o melhor que a pessoa tem a fazer é sair de onde está, porque essas ondas mudam de direção subitamente. Em 2010, as Ondas de Leste estavam concentradas em Alagoas. De repente, deram um giro e vieram para Pernambuco, causando as inundações”, relembra o professor Jatobá.


Na avaliação do meteorologista da Apac Ailton Dias, a tese do especialista, por enquanto, se confirma. “Não é motivo para pânico agora. Depende de como a corrente vai se comportar até abril. Ela agora está realmente quente porque o Atlântico Sul está com a temperatura bastante elevada. Caso a corrente esfrie, esse cenário caótico não ocorrerá”, comenta. Em abril, os metereologistas vão se reunir para avaliar a situação.

EL NIÑO

Uma das previsões de mudanças climáticas causadas pelo El Niño, fenômeno que se origina pelo aquecimento das águas do Pacífico além do normal e pela redução dos ventos alísios na região equatorial, para o Brasil era de fortes chuvas na região Sul e seca para o Nordeste. “Porém, o El Niño, no meu ponto de vista, está um pouco ‘desmoralizado’. Pelo menos, no nosso País. No Sertão, por exemplo, não está havendo seca, mas sim, muita chuva. E forte. Com uma situação de El Niño, não era para estar assim nessa área”.

A observação de Jatobá se confirma por meio do boletim da Apac. Pelo menos, na última sexta-feira, a previsão foi chuvas abundantes no Sertão, sendo registrada a maior chuva em Exu: só lá choveu 102 milímetros. Na Zona da Mata e no Agreste - o registro pluviométrico foi de 12 mm e 55 mm, respectivamente.

A justificativa para essa realidade é uma, segundo Jatobá: A maior parte do planeta é ocupada por massas oceânicas, logo, a atmosfera tem uma relação forte com o oceano. Isso significa dizer que o que acontece no oceano reflete, consideravelmente, sobre a atmosfera. Para se ter ideia, quando as águas do Oceano Atlântico Sul estão mais quentes que o Norte, aquele ano é uma maravilha para as chuvas no Sertão, que é o que está ocorrendo. “Mas, quando ocorre o contrário, o ano é de seca violenta, mesmo não tendo El Niño em Pernambuco”, comenta as informações são do Jornal Folha de Pernambuco.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Compesa vai CONSTRUIR E OPERAR sistema de abastecimento em Palmares que vai custar R$ 300 mil.

Administração Pública


Nesta sexta-feira (24), o prefeito da cidade de Palmares, João Bezerra Cavalcanti Filho, assinou um convênio com a COMPESA, para formalizar os serviços de ”abastecimento e esgotamento sanitário” de três conjuntos habitacionais Quilombo dos Palmares I, II e III, no mesmo dia a COMPESA publicou no seu site que os serviços de abastecimento e esgotamento sanitário passarão a ser “ADMINISTRADOS PELA COMPESA”, a iniciativa representa o início de uma relação com Palmares e garantiram que o novo sistema será entregue à população no prazo de 60 dias”, afirmou Tavares, mesmo sem a COMPESA ter a concessão para operar os serviços de saneamento de Palmares, o Estado decidiu apoiar o município na construção do novo sistema de abastecimento, diante da impossibilidade de a cidade arcar com os custos da obra.


Será que vale a pena Palmares ficar a mercês do governo do estado pela bagatela de R$ 300 mil reais? Depois da catástrofe de 2010, o governo federal e estadual investiram milhões na Operação Reconstrução da cidade sem nenhuma exigência futura de órgão federal ou estadual, porque só agora o Estado decidiu apoiar o município na construção desse novo sistema de abastecimento?

A COMPESA deixa bem claro que: Por determinação do governador Eduardo Campos, em Palmares, os serviços de abastecimento e esgotamento sanitário será administrados pelo poder municipal por meio do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). Também foi garantido ao prefeito que o novo sistema será entregue à população no prazo de 60 dias”, afirmou Tavares.

Os conjuntos residenciais, situados em uma área conhecida como “Nova Cidade”, foram construídos pela Operação Reconstrução para abrigar 2.600 famílias que perderam suas casas durante as enchentes de 2010 e 2011.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Governo promete entregar casas na Mata Sul depois de denuncia da Folha de São Paulo


Secretário de Planejamento promete entrega todas as casas da Mata Sul até março de 2014


PortalPE10 Informações: Jornalista Jamildo
Realizada depois de críticas em uma reportagem da Folha de São Paulo, no último domingo, a audiência pública sobre a Operação Mata Sul, que desenvolveu ações emergenciais e atua na reconstrução das cidades atingidas pelas enchentes na região desde 2010, foi prestigiada em peso por dirigentes estaduais.

O secretário de Planejamento, Fred Amâncio, detalhou o número de habitações que, em parceria com o Governo Federal, através do Programa Minha Casa, Minha Vida, já ficaram prontas e apresentou o cronograma atualizado de entrega das casas. Ele ressaltou que até março de 2014 todas as 15 mil casas serão entregues à população.

Para a prevenção de novas enchentes, o Governo está construindo cinco novas barragens na Mata Sul: Panelas II, Gatos, Igarapeba, Barra de Guabiraba e Serro Azul. “Esses conjuntos de obras ficarão escrito na memória de PE”, destacou Fred Amâncio.

O secretário Fred Amâncio começou sua apresentação corrigindo o nome da operação Reconstrução para Mata Sul. O gestor explicou que a operação foi realizada em duas etapas: as ações emergenciais e as de reconstrução de equipamentos públicos e de prevenção de novos desastres.

Em relação às medidas emergenciais, o secretário fez um balanço relatando desde o fato climático, as medidas de contingência tomadas, a força-tarefa criada, a montagem do Gabinete de Reconstrução, até as ações emergenciais realizadas, como o estabelecimento de acesso às cidades, a limpeza, o fornecimento de energia elétrica e abastecimento d’água, o abrigamento, a emissão de documentos e o pagamento de benefícios. Amâncio apresentou números, fotos e um vídeo sobre a maior operação já realizada do Estado.

O secretário de Planejamento falou sobre as ações de reconstrução, que entre outras coisas, recuperou e/ou construiu 71 pontes; 1.323 km de estradas vicinais; 281.365 m² de vias urbanas; 28 muros de arrimo, 63,13 km de rodovias, 123 bueiros; o novo Hospital Regional de Palmares, além dos hospitais municipais de Água Preta, Barreiros, Cortês e Jaqueira.

O deputado Waldemar Borges disse que as intervenções realizadas pelo Governo modificaram definitivamente a qualidade de vida das cidades da Mata Sul.

“As ações que estão sendo realizadas pelo Governo vão impedir novas enchentes e requalificar os espaços públicos. Estamos reconstruindo os municípios dentro de um novo padrão de qualidade no serviço público, desde o cadastramento até as obras físicas estruturais, que estão modificando definitivamente a realidade dos municípios atingidos.” enfatizou.

O deputado João Fernando Coutinho, autor da audiência, deu seu depoimento já que estava presente no fatídico 18 de junho de 2010 em Palmares e passou dois dias isolado, ajudando a população no resgate de vítimas.

 “É importante que PE saiba o que aconteceu lá e o que foi feitos nos primeiros dias e o quem vem sendo feito que está mudando aquela região. É preciso, contudo, bom senso e paciência para vislumbrar os resultados. Cerca de 2.632 casa já foram entregues, 1400 prontas para ser usadas e há 11.310 em obras, mas vale destacar que as unidades habitacionais não foram contratadas pelo Governo Estadual e sim pela Caixa Econômica Federal”, salientou JFC.

O evento contou com a presença dos secretários de Planejamento e Gestão, Fred Amâncio; da Casa Civil, Cel. Mário Cavalcanti; e de Recursos Hídricos e Energéticos, Almir Cirilo; do presidente da Cehab, Flávio Figueiredo; do secretário executivo de Gestão Estratégica, Jorge Vieira, e de representantes da Secretaria de Educação, Compesa e Defesa Civil.

O líder do Governo, Waldemar Borges, também participou da audiência, além dos deputados João Fernando Coutinho, Clodoaldo Magalhães, Sebastião Rufino, Aglaílson Júnior, Raimundo Pimentel, Ricardo Costa e Silvio Costa Filho.

Também participaram da audiência os prefeitos Carlinhos da Pedreira (Barreiros), Zé Baiano (São Benedito do Sul), Otacilio Cordeiro (Catende) e Julieta Pontual (vice-prefeita de Água Preta).

“Estava lá em Barreiros e recebi o governador. Ele disse que iríamos reconstruir e mesmo sabendo que reconstruir é mais difícil do que construir, mas a cidade tornou-se um canteiro de obras. Quando a destruição vem, não pede licença , nem autorização, mas já entregamos 1600 casas e hospital. As duas pontes ficarão prontas no final de mês”, explicou o prefeito Carlinhos da Pedreira.

O coronel Mário destacou que a ação imediata do governador foi essencial para reduzir os impactos da enchente e lembrou que não houve nenhuma denúncia de desvio pelo governo. “Lembro ainda que em 2011 tivemos outra cheia com prejuízos bem menores graças a ações do Estado”. O secretário aproveitou a oportunidade para avisar que o sistema de alerta agora será mais eficiente já que será via SMS.

Já para o secretário de Recursos Hídricos, Almir Cirilo, é o momento para construir uma nova Mata Sul. “Vamos criar um novo sistema de abastecimento de água em Jaqueira”, falou em primeira mão. Cirilo também salientou a conscientização para a retirada de famílias ribeirinhas e a dragagem do rio para ajudar no futuro controle de cheias.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

vítimas da enchente de 2010 ainda aguardam as casas prometidas pelo governo de Pernambuco


Casas já doadas em Palmares são alugadas ilegalmente 

LEANDRO COLON
ENVIADOS ESPECIAIS A PALMARES (PE)
Enquanto centenas de vítimas da enchente de 2010 ainda aguardam as casas prometidas pelo governo de Pernambuco, moradores já beneficiados alugam os imóveis doados a eles, o que é ilegal.

Bernardo Dantas/Folhapress
Em Palmares (PE), a Folha constatou negociações de imóveis doados a desabrigados da enchentes e encontrou pessoas que confirmaram morar de aluguel nas casas.

Integrante de uma ONG local, Sandra Aparecida Leoni não é vítima da enchente. Mesmo assim, vive numa casa construída para quem perdeu tudo na cheia de 2010.

Abordada de surpresa pela Folha, ela contou que paga R$ 200 mensais para morar em uma das casas. Admitiu que alugou "na surdina" o imóvel doado ao cunhado de uma vizinha dela, Denivalda das Neves, 47. Ela confirma.

Segundo ela, o cunhado, Genilson José da Silva, recebeu a casa do governo, mas, como tem outra, optou por alugar a que ganhou.

A aposentada Otília Luzinete da Silva, 58, também diz que mora de aluguel há três meses e paga R$ 200 mensais a uma mulher que identificou apenas como Socorro --não quis dar mais detalhes, com medo de perder a moradia.

Otília conta que perdeu sua casa na cheia de 2010, mas não conseguiu se cadastrar para receber uma nova. Segundo ela, a proprietária da casa teria mais dois imóveis alugados no mesmo conjunto habitacional.

"Ela disse que não pode dar recibo e pediu para eu dizer que sou parente dela, se alguém perguntar", afirmou. "Mas eu não vou mentir."

PROBLEMAS
Em Palmares, desabrigados que receberam casas reclamam de problemas nos imóveis (como pisos desnivelados) e da falta de estrutura nos conjuntos habitacionais (falta de água, transporte público e segurança).


Folha ouviu em outras cidades relatos sobre a existência do mesmo mercado clandestino de imóveis em residenciais ligados à Operação Reconstrução, do governo de Pernambuco, mas não obteve confirmação.

Famílias aguardam casas prometidas por Campos há três anos em Maraial,ÁguaPreta e Palmares

    Bernardo Dantas/Folhapress
 

     Quase três anos após a maior enchente da história de Pernambuco, vítimas da tragédia ainda esperam pelas    casas prometidas à época pelo governador do Estado, Eduardo Campos (PSB).

Folha de São Paulo visitou as cidades de Maraial, Água Preta, Barreiros e Palmares, todas parcialmente destruídas pela cheia de junho de 2010.
Para erguer novas moradias aos desabrigados desses municípios, o governo de Pernambuco recebeu R$ 50 milhões do Ministério da Integração Nacional para obras de terraplanagem e outros R$ 151 milhões da Caixa Econômica Federal para construção e doação de 3.600 unidades. Tudo em caráter emergencial.

Como gestor da Operação Reconstrução, o governo de Eduardo Campos assumiu a tarefa de indicar terrenos, escolher construtoras, cuidar da infraestrutura de água, esgoto e energia elétrica e cadastrar beneficiários.
"Nós juntos vamos reconstruir como outras nações conseguiram se reconstruir", disse Campos em julho de 2010, no discurso em que se lançou à reeleição no Estado.

Aposta do PSB para a Presidência em 2014, Campos tem alta popularidade em Pernambuco e vem ensaiando um desembarque da base de apoio do governo de Dilma Rousseff sob o mote de que "é possível fazer mais".

PRAZO
As casas, segundo a Caixa, deveriam estar prontas desde março de 2012. O cenário, porém, é de lentidão e abandono. Nenhuma obra foi totalmente concluída.

O caso mais grave ocorre em Maraial, onde o projeto de socorro não saiu do papel. Vacas pastam no terreno onde deveriam estar 264 casas.
Nos outros três municípios, grandes placas anunciam a Operação Reconstrução, inconclusa em todos eles.

O governo de Pernambuco disse que a operação planejou 17.349 novas casas em todo o Estado, mas só 2.600 foram entregues até agora.
A verba federal para terraplanagem foi destinada apenas às quatro cidades visitadas pela reportagem. No restante, os recursos para preparar o solo foram estaduais.

Expondo cadastros feitos pelo governo estadual em 2010, as vítimas continuam vivendo à beira de rios, em morros e casas arruinadas.
Como o casal Sebastião da Silva, 47 anos, e Lindalva Maria, 30. Com seis filhos e comprovante do direito ao benefício na mão, vivem hoje em Água Preta numa espécie de ruína, com banheiro a céu aberto, à margem do rio Una e de possível nova enchente.

José Amaro da Silva, 35, perdeu o pai de 72 anos e a casa na cheia de 2010. Espera nova moradia, assim como o aposentado Nelson João da Silva, 69. "Fiz o cadastro três vezes e nada foi resolvido."

Há também casas concluídas abandonadas, cercadas por mato alto. Dezenas foram depredadas, estão sem vidros e com portas arrombadas.

 

Do que foi entregue, grande parte está sem infraestrutura. Faltam água (o abastecimento é por caminhão-pipa) e iluminação pública. Algumas estão sendo alugadas, o que é proibido porque os imóveis foram doados.

Governo de PE diz que vai entregar as casas até 2014
Até agora, apenas 347 casas foram entregues às vítimas de Água Preta.
Folha visitou esse conjunto. Moradores reclamam da falta de água nos canos das casas e de transporte público, principalmente para levar os filhos à escola.

"Não sai água da torneira. Quando libera, estoura o cano. A gente teve que comprar caixa d'água, balde", reclama Angélica de Lima Correia, 29 anos, mãe de três filhos e que vive com renda de R$ 250 do Bolsa-Família.
Ela reforça ainda a má qualidade da água distribuída pelo caminhão-pipa, dia sim, dia não. "Meu filho ficou 15 dias internado. O botijão de água filtrada custa R$ 5 e não tenho condições." (LC e FG)

     Bernardo Dantas/Folhapress

Casas já doadas em Pernambuco são alugadas ilegalmente
Enquanto centenas de vítimas da enchente de 2010 ainda aguardam as casas prometidas pelo governo de Pernambuco, moradores já beneficiados alugam os imóveis doados a eles, o que é ilegal. Em Palmares (PE), a Folha constatou negociações de imóveis doados a desabrigados da enchentes e encontrou pessoas que confirmaram morar de aluguel nas casas.

Integrante de uma ONG local, Sandra Aparecida Leoni não é vítima da enchente. Mesmo assim, vive numa casa construída para quem perdeu tudo na cheia de 2010.

Abordada de surpresa pela Folha, ela contou que paga R$ 200 mensais para morar em uma das casas. Admitiu que alugou "na surdina" o imóvel doado ao cunhado de uma vizinha dela, Denivalda das Neves, 47. Ela confirma.

Segundo ela, o cunhado, Genilson José da Silva, recebeu a casa do governo, mas, como tem outra, optou por alugar a que ganhou.

A aposentada Otília Luzinete da Silva, 58, também diz que mora de aluguel há três meses e paga R$ 200 mensais a uma mulher que identificou apenas como Socorro --não quis dar mais detalhes, com medo de perder a moradia.

Otília conta que perdeu sua casa na cheia de 2010, mas não conseguiu se cadastrar para receber uma nova. Segundo ela, a proprietária da casa teria mais dois imóveis alugados no mesmo conjunto habitacional.

"Ela disse que não pode dar recibo e pediu para eu dizer que sou parente dela, se alguém perguntar", afirmou. "Mas eu não vou mentir."
PROBLEMAS
Em Palmares, desabrigados que receberam casas reclamam de problemas nos imóveis (como pisos desnivelados) e da falta de estrutura nos conjuntos habitacionais (falta de água, transporte público e segurança).

Folha ouviu em outras cidades relatos sobre a existência do mesmo mercado clandestino de imóveis em residenciais ligados à Operação Reconstrução, do governo de Pernambuco, mas não obteve confirmação.

     Bernardo Dantas/Folhapress