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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Imprensa estrangeira destaca campanha 'volátil' e 'hipnótica'

política


Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) se enfrentarão em segundo turno, em eleição vista como imprevisível pela imprensa internacional


Os sites dos jornais que circulam nesta segunda-feira destacam a distância entre o candidato tucano, Aécio Neves, e a pessebista Marina Silva – 33%,5 a 21,3% –, que garantiu a ele o direito de disputar o segundo turno com a presidente Dilma Rousseff (PT).

O americano Washington Post considerou como "sólida" e "convincente" a vitória da incumbente com 41,6% dos votos. Por outro lado, o espanhol El País disse que Aécio conseguiu transformar sua imagem de "playboy" para se consolidar como alternativa a doze anos de governo petista.

Já o britânico The Guardian considerou a volta à polarização PT-PSDB uma "surpresa", pouco mais de um ano após protestos de rua "que evidenciaram os altos níveis de frustração" entre os brasileiros.

"O resultado tradicional foi uma relativa surpresa em uma campanha cheia de reviravoltas", considerou o diário.

Para o diário espanhol, no primeiro turno do processo eleitoral os brasileiros escolheram, antes, quem seria "o primeiro perdedor" – Marina Silva, a "grande derrotada" da primeira rodada.

"Esta autêntica montanha-russa de pesquisas que sobem e descem são, simplesmente, o reflexo de uma campanha imprevisível e hipnótica, marcada por um acidente aéreo que revolucionou tudo", disse o jornal.

"Neste primeiro turno, os brasileiros decidiram, sobretudo, quem é o primeiro perdedor."

O argentino La Nación prevê no segundo turno uma campanha "ainda mais imprevisível". Uma reportagem no diário do país vizinho afirma que os ventos sopraram "a favor" de Aécio no primeiro turno, mas terá o "desafio" de integrar Marina e o PSB à campanha contra o governo.

"Neves tem a seu favor que a ecologista saiu machucada pela feroz campanha de desconstrução que o PT lançou contra ela", afirma o texto. "Não é que ela se sinta muito cômoda com Neves, mas, felizmente, para o senador, a decisão não correrá só por conta dela, e sim por toda a cúpula socialista".

Os dois principais jornais financeiros, o britânico Financial Times e o americanoWall Street Journal, não deixaram de destacar o perfil pró-mercado do candidato mineiro.

Para o WSJ, a eleição apertada "reflete a incerteza acerca dos caminhos desta nação rica em recursos tendo de lidar com um enfraquecimento do boom das commodities".

sábado, 20 de setembro de 2014

Petrobrás na campanha eleitoral

OPINIÃO

O que Dilma não gosta é que informação independente sobre a Petrobrás, sem os filtros do governo, chegue ao público nesse momento pré-eleitoral. Mas isso, longe de ser um ataque contra a Petrobrás, é a sua mais genuína defesa, especialmente quando aqueles que deveriam fazê-lo não o fazem


Dagmar Oliveira

Compartilhada publicamente  -  18/09/2014
 
Dilma Rousseff, candidata à reeleição, anda reclamando de "ataques" à Petrobrás. "Eu acho extremamente equivocado colocar a maior empresa da América Latina, sempre durante a eleição, como arma política", afirmou recentemente. Para ela, a instituição "está acima" de escândalos. Mas não é a oposição ou a imprensa que ataca a Petrobrás, como quer dar a entender a candidata à reeleição. O ataque à maior estatal brasileira está continuamente vindo do próprio governo, ao envolver a Petrobrás em "erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção", conforme listagem da própria candidata.

O episódio mais recente, que fez Dilma voltar ao tema, é a possibilidade de o ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso por suspeita de corrupção, utilizar o recurso da delação premiada: falar o que sabe em troca de diminuição da pena. Atualmente, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, investiga 13 empresas ligadas a Costa que, segundo a Procuradoria da República, obtiveram "vertiginoso acréscimo patrimonial" na época em que ele foi diretor da Petrobrás.

Nas palavras da candidata, "a Petrobrás é muito maior do que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos (…) isso não significa uma condenação da empresa. Não se pode confundir as pessoas com as instituições". Não se está fazendo essa confusão nem condenando a Petrobrás. O País quer é responsabilizar pessoas pelos "erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção" que possam ter cometido.

Se houve confusão entre pessoas e instituições, foi a própria candidata quem a fez. Em seu característico estilo, Dilma pontificou: "Veja bem, ó: a Graça Foster e a diretoria inteira da Petrobrás representam a União. (…) É de todo interesse da União defender a Petrobrás, a diretoria da Petrobrás". Aqui, se tratava de outro escândalo — Dilma e sua turma têm sido pródigas em proporcionar escândalos envolvendo a estatal —, quando se revelou que Graça Foster havia transferido imóveis para os filhos em meio à crise sobre a Refinaria de Pasadena. Neste caso, a candidata à reeleição tinha todo interesse eleitoral em que a estrutura do Estado — o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União — fosse utilizada para agir em favor de diretores cuja atuação na Petrobrás está sendo estudada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Quando lhe interessa calar, Dilma utiliza o cargo de presidente da República como motivo para silenciar. "Eu não tenho o que comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada, isso não é objeto do interesse da Presidência da República." Mas ela se adiantou na defesa de Graça Foster, quando esta corria o risco de ter seus bens bloqueados pelo TCU. A candidata disse que seria um "absurdo" o bloqueio dos bens da presidente da Petrobrás. Absurdo seria o País ter de engolir inerme uma operação que, segundo o TCU, gerou prejuízo de R$ 792,3 milhões à estatal.

A candidata Dilma não faz reparos a que a Petrobrás esteja presente na campanha eleitoral. Em 2010, ela utilizou largamente a estatal e a descoberta do pré-sal como matéria política. O que ela não gosta — como se vê pelas suas falas — é que informação independente sobre a Petrobrás, sem os filtros do governo, chegue ao público nesse momento pré-eleitoral. Mas isso, longe de ser um ataque contra a Petrobrás, é a sua mais genuína defesa, especialmente quando aqueles que deveriam fazê-lo não o fazem.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Aécio e Campos já creem em 2º turno

Prováveis candidatos comemoram queda de Dilma em pesquisa; inflação foi a vilã


Para Campos (à esq.) e Aécio, adversários de Dilma estão mais 'competitivos'

João Domingos - O Estado de S.Paulo

Brasília - A queda na avaliação da presidente Dilma Rousseff detectada em pesquisas de opinião faz os potenciais candidatos de oposição ao governo considerarem mais certa a hipótese de segundo turno na disputa eleitoral de 2014.
As avaliações dos presidentes nacionais do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e do PSB, governador Eduardo Campos (PE), feitas a interlocutores são de que o risco de aumento de inflação, exibido nos programas de TV dos dois partidos, teve forte influência nos números do Datafolha, publicado no domingo, e na CNT/MDA, divulgada ontem. Nos dois levantamentos, Dilma tem mais de 50% dos votos, mas os potenciais candidatos acreditam que, com a campanha na TV em 2014, esse índice tende a cair.
Campos lembrou a auxiliares que em 2010, mesmo com o PIB subindo cerca de 7%, a popularidade do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas alturas e tendo uma ampla coligação, Dilma teve no primeiro turno 46,91% dos votos, contra 32,61% de José Serra (PSDB) e 19,33% de Marina - na época, no PV.
Trio. Campos e Aécio disseram aos auxiliares que o trio que hoje desponta como oposição é mais competitivo do que os adversários do governo em 2010. E que o PSDB, em qualquer condição, costuma ter cerca de 30% dos votos no primeiro turno. "Nós não temos mais dúvida de que haverá segundo turno", disse o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ficou claro que a insatisfação cresceu, o que vai levar a eleição para o segundo turno. "De forma geral, nota-se queda do otimismo em relação a temas centrais como emprego, renda mensal, além de piora em temas como saúde, educação e segurança", afirmou.
Tanto Campos quanto Aécio avaliam que, no próximo semestre, os programas dos partidos de oposição na TV devem insistir nas críticas ao governo. A primeira legenda a ir ao ar no segundo semestre será a Mobilização Democrática (resultado da fusão do PPS com o PMN), em 26 de julho. O PSDB fará seu próximo programa em 19 de setembro e o PSB, em 10 de outubro.
A ideia dos dirigentes do MD, como o presidente, Roberto Freire (SP), e o líder na Câmara, Rubens Bueno (PR), é bater no governo, com destaque para a falta de controle da inflação e o fraco crescimento do País.
Uma análise feita pelos principais assessores de Campos ao governador concluiu que, pela primeira vez em muitos anos, o governo apresentou queda na popularidade e os prováveis adversários cresceram. À mesma conclusão chegou a equipe de Aécio. Ambos planejam mais viagens pelo País nos próximos meses.