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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Vídeo não é mais luxo para a notícia", diz diretor do Google

Vídeo
     
---------------inma3Sérgio Augusto Avila durante Seminário INMA (Imagem: Studio 3X)

Engana-se quem acha que pode esperar para investir em audiovisual. No mercado da comunicação, mais especificamente no jornalismo, não tem escolha: Vídeo não é mais luxo para a notícia. Quem diz isso não é o Portal Comunique-se, mas sim o diretor de parcerias estratégicas para América Latina do Google, Sérgio Augusto Avila. O executivo encontrou com profissionais nesta semana durante o Seminário Internacional de Jornais, organizado pela International News Media Association (INMA), e explicou seu ponto de vista.

A apresentação de Avila foi divida em partes, de modo que pode falar sobre digital, conteúdo e dispositivos móveis. O executivo explicou que a Geração Y foi criada na cultura da recompensa imediata. Além disso, ele percebe que o conceito de velocidade mudou. "Há anos, comprávamos algo pela internet e esperávamos sete dias para chegar. Agora, queremos saber se entregam no mesmo dia. A velocidade para carregar o Google é de dois segundos, pois entendemos que é o máximo que o usuário está disposto a esperar".

Com a diversidade de conteúdo, o diretor acredita que os veículos de comunicação precisam investir em ideias e olhar para o mobile. É neste momento em que o vídeo deixa de ser "luxo" para quem conta histórias. "Não precisa ser caro. O que precisa é ser feito, além da qualidade. O vídeo tem que ter relevância para a sua audiência. Aposte em novos modelos, ofereça maneiras diferentes para seu anunciante falar da marca", recomendou.

O executivo, diferentemente do que pensa outros especialistas, disse que não é necessário investir em criação de conteúdo para cada plataforma. O importante, para Avila, é entender o momento do usuário. "O seu leitor usa diversos dispositivos e isso depende do contexto que ele está vivendo naquele momento de consumo. O contexto é que muda. Entender isso é um novo passo para o mobile". O conteúdo, de acordo com ele, não depende da camada de apresentação.

Entusiasta do casamento entre conteúdo e tecnologia, o representante do Google aconselhou os executivos a investirem em mídia programática. "O programático se trata de tempo real, no momento exato e com a mensagem correta de acordo com a necessidade do usuário, dentro do contexto pelo qual ele está inserido. O foco tem que ser em simplificar um processo, que é complicado e caro".

Avila não foi o único a falar sobre a importância do vídeo no jornalismo. CEO do INMA, Earl Wilkinson disse que a principal fonte de receita vai vir de produções audiovisuais. "Vídeo online, do ponto de vista editorial, vai trazer retornos financeiros. Crie o seu canal, invista em vídeos. Não é conteúdo original, é uma questão de modelo". O executivo, que acompanhou o seminário, se mostrou satisfeito com a postura dos veículos brasileiros. "Há cada vez mais coisas interessantes vindo do Brasil".

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