sexta-feira, 7 de junho de 2013

Protesto contra aumento das passagens fecha a av. Faria Lima

DE SÃO PAULO
Policiais durante o segundo protesto promovido pelo Movimento Passe Livre contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo; mais uma vez, houve confronto com manifestantes

Cerca de 500 pessoas bloqueiam a pista sentido Itaim da avenida Brigadeiro Faria Lima, em frente ao largo da Batata, por volta das 19h desta sexta-feira. O grupo, que protesta contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trem, chegou a fechar os dois sentidos, mas o sentido Pinheiros foi liberado minutos depois.

Com o início da manifestação, por volta das 18h30, comerciantes começaram a baixar as portas da região de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o movimento, no entanto, é pacífico. Às 19h, o grupo estava concentrado próximo à rua Teodoro Sampaio.

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Ontem, o Movimento Passe Livre promoveu uma manifestação com o mesmo tema na região central da cidade. O protesto, porém, acabou resultando em confronto e deixou um rastro de vandalismo em avenidas como a 23 de Maio, a Nove de Julho e Paulista. Com isso, 15 pessoas foram detidas.

Nesta sexta-feira, o policiamento no largo da Batata, onde o grupo se concentrou, foi reforçado.

Com a passeata, a Faria Lima tinha 1,8 km de congestionamento, por volta das 19h, no sentido Itaim, desde a Teodoro Sampaio até a Cidade Jardim. Já entre a Cidade Jardim, a avenida Europa e a rua Colômbia havia mais 1,3 km de retenção no sentido bairro.

Segundo Marcelo Hotmimsky, 19, um dos organizadores da manifestação, os atos que ocorreram na Paulista foram consequência da repressão policial. "A partir do momento que a polícia reprime, a situação fica incontrolável. Os manifestantes foram atingidos por bombas e balas de borracha. Eles apenas se defenderam".

CONFRONTO

O protesto ontem deixou um rastro de vandalismo pela região central de São Paulo. A avenida Nove de Julho ficou com muros e pontos de ônibus pichados. Já na avenida Paulista houve novas pichações, vandalismo em bancas de jornal e confronto entre manifestantes e policiais militares.

O shopping Pátio Paulista foi fechado durante o protesto. Segundo a assessoria, o centro comercial fechou por volta das 21h10 --50 minutos antes do normal--, quando um grupo de manifestantes entrou no local e acabou danificando um dos dois carros que estavam expostos na entrada, como parte da promoção de Dia dos Namorados.

O Metrô informou, em nota, que os vidros dos acessos às estações Brigadeiro e Trianon-Masp, da linha 2-verde, e houve vandalismo também na estação Vergueiro, na linha 1-azul. As ações nessa última resultaram ainda em um segurança do metrô ferido.

As três estações e a estação Consolação chegaram a fechar durante o protesto. Apesar disso, o sistema funcionou normalmente. O cálculo de todos os prejuízos sofridos pelo metrô ainda serão calculados.

O Metrô estimou o prejuízo em R$ 73 mil e disse que vai "responsabilizar e acionar judicialmente os autores por danos ao patrimônio público, para que os contribuintes e demais usuários não tenham que arcar com o custo desse lamentável episódio".

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REAJUSTE
As passagens dos ônibus, metrô e dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que eram R$ 3, foram reajustadas para R$ 3,20 no último domingo (2). O reajuste foi de 6,7%. No caso do ônibus, cujo valor da passagem não era corrigida desde janeiro de 2011, o valor ficou bem abaixo da inflação acumulada no período.


O IPCA, medido pelo IBGE e base da inflação oficial, acumulou 15,5% desde o último aumento da tarifa. O IPC, da Fipe-USP, 12,8%. Os índices foram calculados até abril 

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